8.3.09

Os dias da Magnólia


O dia prolonga-se na ausência da noite e as árvores escondem-se na brancura da neve.

A lua espreita os caminhos arredios e encontra lágrimas de granizo no rosto da manhã gelada.

Tento esquecer-me do frio. O branco torna-se obsessivo. Que branco?

Penso nas flores puras e sensuais e sinto no regaço a carícia das pétalas da magnólia.

Plantámo-la antes de contruir a casa. Tudo seria concebido a partir da árvore. A magnólia ficaria ali, sempre. E todos os Marços ela lá está de branco vestida, florida antes que as folhas cheguem.

Perfuma o espaço todo em redor e faz-me meditar enquanto observo o seu branco mate, branco pérola, branco paz, branco magnólia.