18.12.12



Fui ver o Inverno
E ele não me recebeu
Estava com compromissos inadiáveis:
Fazer chover no Deserto do Namibe
Recolher a neve no centro de Casablanca
Limar a geada que cai no Ceilão
Arrefecer o granizo das terras da suada África
Acalmar os furacões que arrasam Manhattan
Libertar os relâmpagos e os moribundos ramos que tombam sobre as hortas de Díli
E apressar o vento suão que mina Delft

O Senhor Verão apanhou-me, então, no caminho:
Ia apressado sossegar os oásis de Rabat
E esquentar os espíritos nas nórdicas praias, perto do sol da meia noite e do luar do meio-dia
Não me falou, nem o interpelei:

É que, sabem, venero o Inverno
Outonal ou primaveril
Insano passageiro das neves azuis do Klimanjaro
E dos negros baixios do Himalaia

Ele sossega-me com o seu véu púrpura
Perto dele não precisamos de fingir

Amo eternos invernos, sobretudos que queimam,
A lareira da tua mão que me afaga,
O fogo aceso daquela brisa que passa e repassa
E que voltará, triunfante e solene,
Um ano depois, perto do nada,
Numa outra página de calendário
Mais velha, mais suja, mais minha...


Fui ver o Inverno
Mas ele não estava em casa - tinha partido para as férias de Verão!

23.11.12

Quanto mais cedo, melhor










 



Feliz Natal e que cada dia vindouro, esteja repleto daquilo que os vossos sonhos antecipem.
Que a mensagem de Amor Incondicional de Cristo, nos preencha cada momento das nossas Vidas.
Que sejamos capazes de perceber que o tempo da especulação, da irresponsabilidade Social e Ecológica terão que ser substituídos por Novos tempos de preocupação social, compaixão, compreensão, entre-ajuda e olhar futuro em conjunto.

Utopia? Talvez, mas este é o meu Desejo!



16.10.12



Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.

Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira.

Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.

No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes,
enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por
dia foram diminuindo gradualmente.

Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que
ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...

Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.

Falou com o pai sobre seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não
explodir com os outros.

O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse.

O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai. Este
disse-lhe:


- Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na
tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estas com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retira-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física. Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro,
compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para
ti.

CONSIDERO-TE UM AMIGO! E SINTO-ME HONRADO POR ISSO.

Desculpa se já deixei alguma marca na tua tábua...



15.9.12

Pedro Barroso15 de Setembro de 2012 0:43

bom façamos a contabilidade de uma vida.
Desde hoje tenho um filho professor doutor; outro é pianista e compositor
São irmãos perto e longe, ambos excelentes no que fazem e no que são profissionalmente. E no entanto o futuro deste país continua apertado para eles e muito provavelmente - sim, tem razao sr Coelho...- faziam melhor em partir daqui zarpar, voar para longe. Também escrevi os livros, plantei as árvores necessárias, construi as casas, cumpri os amores e cultivei o conhecimento como religião de vida. Estou inteiro? Nunca. Mas o tempo da paz parece aproximar-se.
Minha mulher finalmente está ao meu lado sempre. Alguma coisa mudou no jardim da vida. O testemunho passa de mão em mão. As coisas são assim mesmo.
Meu amor, minha Manuel, ajuda me a aprender, devagar, a ser velho, continuando no entanto a ser útil.
E já agora, que esta gente aparvalhada e incompetente q nos governa desapareça rapido do horizonte e me deixem ver o mar. Eu prezo a Liberdade.
No outro dia sintetizei isso mesmo num atrapalhado entre portas na entrada de um Banco. Tiveram de me salvar - com tantas portas de vidro eu já não saia dali... E saiu-me da boca uma expressão de desabafo perante tanta segurança e tanta desconfiada autoridade. - Eu sou um homem de portas abertas! - ocorreu-me dizer.
Acho q nesse momento sintetizei muitas coisas.
Mandem esta gente embora. Sinto-me de portas fechadas. Para o sonho e para a vida. Gente q se levante e diga à Europa q somos um povo de mil anos; q estamos em toda a parte e q a nossa língua é falada em todos os Continentes. Gostava sinceramente de poder morrer português, livre e solidário. O resto são os filhos e o amor, a obra, a voz, a poesia, a musica, tanta coisa q vos deixo. vai-me saber bem abrir os braços ao tempo de amanhã, por tudo o que ainda houver escondido nas curvas do viver. Nao consigo já, por excesso de mim, andar uma rua e outra. Mas estou solidário com todo um povo que -sabemos todos - vai sair para a rua hoje mesmo, mais logo. Vamos gritar não. Eu quero ouvir. Eu quero ver.

1.7.12






amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres.
Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí
"John Lennon "




14.6.12

A VOZ......E AS PALAVRAS.....! Durante 30 anos

Sou Mulher. Adulta. Senhora.

Às vezes soturna. Tantas vezes ufana.

Tenho uma voz e revejo-me nas palavras, ditas e reditas por mim, através de mim e pelos outros.

Hoje apeteceu-me um pedaço de estrofe, um naco de poema vadio, uma fatia de romance de erva-doce ou de cordel.

Quero-me sensata, inquieta, imprevisível, desassossegada na minha habitual pacatez, metafórica, feita daquelas águas claras que irrompem das minhas almas, sem aviso, sem surpresa.

Leiam-me, Ouçam-me, decifrem-me, Soletrem-me....E ensinem-me as mágoas das flores, perto das magnólias que florescem antes de dar folha.

Não me atirem correntes mas antes gotas de chuva.
Quero a mansidão das manhãs de Outono, a fúria dos escorpiões, os risos surdos de Charlot, as garças dos vossos sorrisos...As palavras, vagabundas e libertinas, trocam-me as mãos com o seu galope e afugentam os meus demónios.

E correm, velozes, em busca do meu trote...Onde estás, cavalo meu?... à solta no meu peito, perto do canto mais estreito dos meus dedos, longe da esquina mais larga do meu espanto.

Quem te deu asas, quem te feriu de voz e pena, quem te trouxe encavalitado na minha dor, quem te fez meu, mesmo sem asas?
Queria escrever algo para espantar as tempestades
Deixem-me usar uma pena de outros tempos
Deixar recados por histórias antigas e dolentes eEncontrar violinos debaixo das pedras da calçada...A mão segue implacável, sem controlo, sem razão,sem que eu a consiga deter.

Parem-na se quiserem. Eu... nunca a deterei.Por amor ao papel.
Ao branco grávido e vazio. Às linhas incontáveis dos meus cadernos da infânciaAos livros que li sem perceber. Às sebentas que preenchi com lenga-lengas. Por missão e Por recato da minha imaginação.
Sou voz. E uso palavras.
E estou aqui a apresentar-me. Obrigada por estares aí. Ainda. Obrigada por terem estado aí.....enquanto cultivei A VOZ E AS PALAVRAS

NÃO ME CANSO...........DE OS OUVIR

O MELHOR TEMA DO ANO...........sem dúvida

Jimmy Somerville: 'To Love Somebody' OFFICIAL VIDEO

Versão brilhante Jimmy 





les.

24.4.12

ébano


Paulo atingia o meio século naquela noite solarenga em que conseguira reunir os seus três filhos no seu faustoso solar de Cascais.
Naquela sala, estavam alguns dos seus colegas de armas, solidários naquele capim africano, de uma Luanda plena de mil cuanzas.
Recebia-os como se fossem irmãos.
De um outro sangue.
 Mais verdadeiro.
Ao som da última badalada da meia-noite, ele recordou Flora, uma mestiça que conhecera na primavera das savanas e que amara no calor luxuriante dos trópicos.
Na mesma noite em que o seu camarada João tombara morto na lama colonial de uma guerra que nem sempre entendera, Paulo soubera que havia um filho parido no ventre de Flora.
Com medo da sua juventude, optara por esquecer essa negra impala e regressar ao continente.
Um neto ligou a televisão e logo se viram imagens de um Ministro da Justiça de Angola, discursando com a voz de fogo.
A marca negra no topo da sobrancelha direita do palestrante, a mesma de todos os primogénitos da família de Paulo, não deixava margem para dúvidas. Nesse instante, viu Flora nos olhos daquele político e releu a antiga paixão.
Sem hesitar, Paulo tomou uma decisão.
Irrevogável.
Com o balanço das onças africanas, humedecendo o coração com o cacimbo do entardecer, fechou-se no quarto e telefonou para o seu advogado - era chegada a hora de mudar o seu testamento e deixar entrar mais uma ave de ébano na sua existência.
Por amor a Flora.
Para dar sentido a essa guerra...

10.4.12

f.

Há quem te chame menina,
Te dê rebuçados
E te ponha flores no cabelo,
Há quem te diga coisas bonitas,
Te vista de seda fina
E te dê tudo o que há de belo,
Há sempre quem te embale
Enquanto adormeces na cama
E te aconchegue os cobertores
Para que não se te encoste o frio...
Há quem te chegue voz que ama,
Com doçura, ao ouvido,
Quem te esconda debaixo de asa
Quando erras o caminho de casa
E até quem te ajude sem saberes.
Há-de haver um dia alguém
Que te vai levar, porque queres,
Para lugar de além,
Há-de haver um dia alguém
Que vai partilhar-se contigo,
Que vais dividir com alguém
A quem chamarás menina
E dês rebuçados,
Ponhas flores no cabelo,
Digas que amas sem segredo...
Há-de haver um dia alguém
Que te vai abraçar
Até a vida não te sobrar...

19.2.12


O Mundo que nos Rodeia: Um Dia Isto Tinha Que Acontecer


Um Dia Isto Tinha Que Acontecer


Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.

Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.

Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.

Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.

São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.

Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional.

Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração?

Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos!

Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós).

Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja! que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca.

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles.

Haverá mais triste prova do nosso falhanço?


Por: Mia Couto

3.2.12

Se tens ideias no bloco de notas, ou sonhos que fizeste por esquecer, não desperdices mais o que na tua vida hoje não passa de um grito mudo. Torna-o real como no tempo em que tudo te era possível… Se queres pintar quadros procura a tela; se te amargura o livro que não escreveste regressa a ele; se tens a urgência de intervir faz por isso; se adiaste o amor por falta de coragem ganha-a de uma vez. Faz dos teus gritos um exército que te proteja da tristeza. Não fiques parado. Vai.

"Estou cansado, é claro,
Porque, a certa altura, a gente tem que estar cansado.
De que estou cansado, não sei:
De nada me serviria sabê-lo,
Pois o cansaço fica na mesma.
A ferida dói como dói
E não em função da causa que a produziu.
Sim, estou cansado,
E um pouco sorridente
De o cansaço ser só isto —
Uma vontade de sono no corpo,
Um desejo de não pensar na alma,
E por cima de tudo uma transparência lúcida
Do entendimento retrospectivo...
E a luxúria única de não ter já esperanças?
Sou inteligente; eis tudo.
Tenho visto muito e entendido muito o que tenho visto,
E há um certo prazer até no cansaço que isto nos dá,
Que afinal a cabeça sempre serve para qualquer coisa."
*
(Estou cansado - Álvaro de Campos)

1.2.12

Há coisas que a minha alma, já tão mortificada, não admite:
assistir a novelas de TV
ouvir música feita de barulho
um filme apenas de corridas de automóvel
uma corrida de automóvel num filme
um livro de uma apresentadora de televisão
A euforia dos saldos
Os programas da manhã e da tarde na televisão
A incompetência dos funcionários públicos (alguns)
A inércia das meninas dos balcões dos centros comerciais
Os alunos que batem nos professores
A soberba dos que se julgam insubstituíveis


Minha alma anda estraçalhada a todo instante pelos
Telefonema dos operadores de telemóveis
Pela loja de pronto a vestir com promoções
Pela oferta de crédito ...........como se não se tivesse que pagar e bem pago......

Não posso mais passar a vida ouvindo o que todos ouvem, bebendo o que todos bebem, comendo o que todos comem. A estes, a falta de alma não incomoda. (Desconfio até que a minha pobre alma fora destinada a habitar outro mundo)E ligarei o rádio a todo o volume, gritarei possessa nas partidas de futebol, e apenas sentirei, uma vez por outra, a vaga nostalgia de não saber que mundo perdido é este...........