29.3.09

6 minutos de uma obra prima

Para todos os Césares



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28.3.09

SINTO VERGONHA DE MIM Sinto vergonha de mim por ter sido educador de parte deste povo,por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade,por primar pela verdadee por ver este povo já chamado varonilenveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma eraque lutou pela democracia, pela liberdade de sere ter que entregar aos meus filhos,simples e abominavelmente,a derrota das virtudes pelos vícios,a ausência da sensatezno julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-Mater da sociedade,a demasiada preocupaçãocom o 'eu' feliz a qualquer custo,buscando a tal 'felicidade'em caminhos eivados de desrespeitopara com o seu próximo.
Tenho vergonha de mimpela passividade em ouvir,sem despejar meu verbo,a tantas desculpas ditadaspelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildadepara reconhecer um erro cometido,a tantos 'floreios' para justificar actos criminosos,a tanta relutância em esquecer a antiga posiçãode sempre 'contestar',voltar atráse mudar o futuro. Tenho vergonha de mimpois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhosque não quero percorrer... Tenho vergonha da minha impotência,da minha falta de garra,das minhas desilusões e do meu cansaço.

Não tenho para onde irpois amo este meu chão,vibro ao ouvir o meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suorou enrolar o meu corpona pecaminosa manifestação de nacionalidade.Ao lado da vergonha de mim,tenho tanta pena de ti,povo deste mundo!'De tanto ver triunfar as nulidades,de tanto ver prosperar a desonra,de tanto ver crescer a injustiça,de tanto ver agigantarem-se os poderesnas mãos dos maus,o homem chega a desanimar da virtude,A rir-se da honra,a ter vergonha de ser honesto'.
Rui Barbosa

27.3.09

"Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
"Era tarde, tão tarde, que a boca tardando-lhe o beijo morria.
Quando à boca da noite surgiste na tarde qual rosa tardia
Quando nós nos olhámos, tardámos no beijo que a boca pedia
e na tarde ficámos, unidos, ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia."

25.3.09

Fez-me bem ao ego

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A homenagem ............correndo o risco de passar por narcisista

Entre o Céu e a Terra há um espaço percorrido pelos seres humanos, nas distâncias que cavam entre si, inquietantes por vezes. Neste trilho, onde por vezes se estabelece vácuo , isolando como ilhas, aqueles que somos ditando presentes e futuros e jogando o valor real do sentido da vida.
Nós que do nada inventamos tudo, corremos o risco, de acabar com tudo.
Cada vez mais distantes do Céu e afastadíssimos da Terra, flutuamos na ausência de sentido e divorciamo-nos da nossa própria interioridade.
Terra de ninguém, oca de poesia, de verdade e de sentido.

19.3.09


Queria ter nome de pássaro para poder, quem sabe, tornar mais fácil voar acima da mediocridade

12.3.09




Um lírio roxo surgiu ali perdido entre a sebe. Apanhei-o e deixei para trás um rasto de perfume.

Escutei o murmúrio das pétalas.

Demorei-me a sentir o sol no rosto. Um sol de Verão em Março.

Lá em cima, a paisagem é infinita.

Todos os sonhos são possíveis de equilibrar sobre a linha firme do horizonte.

8.3.09

Os dias da Magnólia


O dia prolonga-se na ausência da noite e as árvores escondem-se na brancura da neve.

A lua espreita os caminhos arredios e encontra lágrimas de granizo no rosto da manhã gelada.

Tento esquecer-me do frio. O branco torna-se obsessivo. Que branco?

Penso nas flores puras e sensuais e sinto no regaço a carícia das pétalas da magnólia.

Plantámo-la antes de contruir a casa. Tudo seria concebido a partir da árvore. A magnólia ficaria ali, sempre. E todos os Marços ela lá está de branco vestida, florida antes que as folhas cheguem.

Perfuma o espaço todo em redor e faz-me meditar enquanto observo o seu branco mate, branco pérola, branco paz, branco magnólia.

7.3.09

À Alfazema


Para si, Mila Alfazema. Que não seja batida pelos ventos de Espanha!

3.3.09


As conversas são como as cerejas, e com convidados como estes vão-nos saber a pouco as duas horas de conversa que nos aguardam na próxima qinta feira 6 de Março.

Não faltes

Juiz Paulo Guerra e Mafalda Veiga , exemplos de "sensibilidade e bom senso"